Rafa Nadal cresceu em Manacor, na Espanha, e, longe de ser seu esporte favorito, o futebol era seu principal passatempo. Ele valorizava o tempo que passava jogando bola com seus companheiros de equipe e, na verdade, gostava muito mais disso do que dos treinos individuais. Justamente porque não era uma competição ou uma profissão, mas simplesmente um hobby sem pressão.
Nadal recordou que achava o futebol mais prazeroso simplesmente porque podia compartilhá-lo com os amigos, devido ao seu aspecto social. Embora o tênis lhe parecesse uma atividade mais solitária, ele nunca abandonou a raquete, e foi esse esporte que o catapultou ao estrelato.
Seu tio Toni foi uma figura fundamental em seus primeiros anos como atleta. Mas, ao relembrar aqueles primeiros anos de infância, ele não hesita em se descrever como uma criança tímida e obediente, sem pressa de crescer ou deixar aquela época para trás.
Ele era feliz com sua idade e gostava de ser criança. Além disso, naquele momento, ele podia desfrutar do início de sua carreira esportiva enquanto mantinha uma vida normal, longe dos holofotes.
"Eu era muito feliz quando criança, não queria crescer, nunca senti vontade de seguir em frente. Me sentia muito bem na idade que tinha e gostava de ser criança."
Entre as lembranças que Nadal compartilhou sobre sua família, uma cena que se repetia com frequência em casa se destacava: acordar de manhã e perceber que seu pai já havia saído para o trabalho.
O pai do tenista era dono de uma vidraçaria em Manacor, negócio ao qual dedicava boa parte do seu tempo, enquanto sua mãe trabalhava em uma perfumaria na mesma cidade.
Ao falar sobre sua infância, o tenista também revelou alguns de seus medos infantis. Entre eles, um dos mais comuns: o medo do escuro. Mesmo quando já era um pouco mais velho, ele precisava se sentir acompanhado à noite e acabava buscando refúgio na cama dos pais ou da irmã.